DE QUANDO É PRECISO SABER LER E FALAR A VERDADE…

Nem estamos ainda em ano eleitoral e certos leitores delirantes – ou mal intencionados, o que é mais provável – são capazes das mais esdrúxulas interpretações para alimentar seus espíritos à ‘fouché’, próprios de gente que é mestre em promover invidia e discórdia de toda ordem.

JORNALISTA DE GABINETE

É o que acontece, quando certos jornalistas da terra, vivendo no “estaleiro” e abrigados em gabinetes a soldo do erário, resolvem disseminar a ‘informação” de que “o Aroldo Murá está promovendo o Osmar Dias, chamando-o de futuro governador do Paraná”.

Ora, isso nunca existiu, trata-se de mentira deslavada, para não dizer que é apenas delírio. Se delírio, a loucura ainda poderia ter o benefício da insanidade do lambanceiro.

PERSONALIZADO

Quero acreditar que tal “conversa de Matilde” tenha por origem o seguinte: todos os personagens do meu livro “Vozes do Paraná 9” (assim como dos oito anteriores) recebem, entregues pelas editoras da publicação, convites personalizados (em seus nomes), para que convidem seus amigos e familiares para a noite, como foi a desta sexta, 11.

TAMBÉM PARA OSMAR

Assim aconteceu também com os convites do ex-senador Osmar Dias (vide reprodução abaixo). Em nenhuma linha há referência ao personagem Osmar Dias como “futuro governador do Paraná”.

Se alguém reproduziu o convite de Osmar para sua rede de amigos, referindo-se a pretensões políticas do ex-senador, isso foge de minha responsabilidade. Eu nada tenho a ver com a possível adição, se é que existe. O original do convite desmente essas elucubrações e leviandades (vide abaixo).

DELÍRIOS E FUXICOS

O que não posso é me calar diante de delírios e fuxicos de quem, antes de tudo, quer prestar serviço, não importando se com mentiras ou tergiversações e insinuações.

E me indago: serviços a soldo de quem essa gente está agindo?

Afinal, tipos humanos desse porte estão sempre “à disposição” da melhor oferta, é o que seu currículo e sua história de vida indicam.

Por último, lembro: quando jovem nunca silenciei em defesa de minhas posições. Hoje, então, tenho ainda mais razão para bradar meu protesto.

Não me calo, para que as pedras não falem.

Convite de Osmar Dias, como os demais, não tem referência a pretensões e objetivos do personagem.


OPORTUNIDADE DE OURO PARA ALUNOS DA POSITIVO

Viviane Montanari: dicas para empreendedores

A fundadora e diretora de Operações da Rentcars.com, Viviane Montanari falará para os alunos da Universidade Positivo, na próxima quarta-feira (16), às 18h, no auditório do Bloco Amarelo. Ela irá contar um pouco sobre sua experiência desde a criação da empresa até a internacionalização da marca, que hoje é o principal site de comparação de preços de locação de veículos da América Latina e atua em 147 países.

Além de comentar sobre os desafios que enfrentou como empreendedora, Viviane também dará dicas para quem quer entrar e se destacar em empresas tecnológicas, inovadoras, dinâmicas, globais, com alma de start-up e que valorizam talentos, como a Rentcars.


CPI DAS QUESTÕES FUNDIÁRIAS REALIZA PRIMEIRA AUDIÊNCIA

Deputados ouvem coronel sobre conflitos de terra

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Questões Fundiárias realizou na semana a primeira oitiva com o coordenador Coordenadoria Especial de Mediação de Conflitos da Terra (Coorterra) da Secretaria Estadual de Segurança Pública, major Jean Puchetti. Participaram da reunião, como membros da comissão, o presidente da comissão, deputado estadual Marcio Pauliki, o relator Paulo Litros e os deputados Professor Lemos, Tião Medeiros e Cláudia Pereira.

Durante o depoimento, major Puchetti revelou que o Paraná possui 112 áreas ocupadas – sendo 28 em ambientes urbanos e 89 em regiões rurais.

“As regiões do estado que mais apresentam invasões são no Oeste e também nas proximidades de Porecatu”, afirmou o coordenador.

REINTEGRAÇÃO DE POSSE

Ele também revelou que possui apenas três membros efetivos na coordenadoria e que não há orçamento fixo para a Coorterra. O orçamento é tratado pela comissão de finanças Polícia Militar e da Secretaria Estadual de Segurança”, diz. Além disso, o major apresentou um balanço das reintegrações de posse cumpridas neste ano em relação ao ano passado. Em apenas seis meses, segundo ele, foram registradas 23 reintegrações neste ano contra 22 de todo ano de 2016.

“COORDENAM INVASÕES”

Para o presidente da CPI, Marcio Pauliki, a audiência foi positiva e trouxe importantes dados para embasar as investigações da comissão.

“Sabemos também, por meio fontes e relatórios que já recebemos, que existem grupos que coordenam invasões em determinadas áreas. Precisamos apurar essa questão com seriedade. Para tanto, já aprovamos a convocação do assessor especial para Assuntos Fundiários do governo estadual, Hamilton Serighelli, para prestar depoimento ainda neste mês”, ressalta o deputado.


FUTUROS JORNALISTAS PESQUISAM A CENSURA

Alunas da Uninter: buscando fontes

Alunas do Curso de Jornalismo (noturno) da Uninter, a pedido do jornalista e professor Mauri Konig, ouviram este jornalista na semana que passou. As jovens Millena Prado, Luany Englert, e Juliana DJHP, fizeram ampla entrevista procurando entender tempos de censura aos meios de comunicação, no período ditatorial iniciado em 1964. Parte das indagações centrou-se na experiência jornalística do semanário “Voz do Paraná”, que dirigi, e sobre o qual Diego Antonelli escreveu livro a ser publicado 2018.

MAURI KONIG

A entrada de Mauri Konig nos quadros do magistério da Uninter sinaliza que o centro universitário criado e dirigido pelo professor Wilson Picler investe fortemente em quadros de qualidade para a formação de jornalistas profissionais. Em hora oportuníssima…

“LIXO” DAS NOVAS MÍDIAS

O que é muito bom sinal, em face do momento em que a atividade jornalística é cada vez mais solicitada e insubstituível. Acho mesmo que apenas jornalismo profissional pode evitar barbaridades e lixos comuns nas chamadas “novas mídias”.


ESTE MOVIMENTO LEVOU 6 MILHÕES ÀS RUAS

A fala do líder do “Vem Pra Rua” no IAP (Foto de Marco Buchmann).

Rogério Chequer, empresário que alavancou o movimento “Vem Pra Rua”, foi a estrela do almoço promovido nesta quinta-feira, 10 de agosto, pelo Instituto dos Advogados do Paraná. Os associados puderam saber mais sobre a história do movimento que levou mais de 6 milhões de pessoas às ruas em março de 2016.

CONTRA CORRUPÇÃO

Baseado na crença de que uma sociedade conectada e ativa é a melhor ferramenta contra a corrupção, Chequer luta para uma significativa renovação legislativa nas eleições de 2018.

O Vem Pra Rua está presente em todos os estados brasileiros. São 193 cidades, 47 delas no Paraná e outras 42 em Santa Catarina.

“TCHAU, QUERIDOS”

Uma das iniciativas do movimento é a elaboração da lista “Tchau, queridos”, um rol com nomes de políticos que não merecem ser eleitos e que será divulgada aos poucos ao longo dos próximos meses.

QUEM QUER ADERIR?

Chequer também está em busca de pessoas que queiram entrar para a vida pública para defender a agenda positiva do movimento. Está em seus planos abrir um processo seletivo semelhante ao que ocorre na iniciativa privada para selecionar as pessoas a serem treinadas para ocupar cargos políticos.


SARNEY FILHO TEM DE EXPLICAR RESERVA AMBIENTAL

Ministro Sarney Filho: dia 16, explicação

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara Federal (CAPADR), presidida pelo deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), aprovou a convocação do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Ele deve prestar esclarecimentos sobre a falta de regulamentação das Cotas de Reserva Ambiental (CRA), do Programa de Regularização Ambiental (PRA) e também sobre a criação de parques florestais, indenização a proprietários rurais em áreas destinadas a unidades de conservação no contexto do Código Florestal, aprovado cinco anos atrás.

NÃO PODE FALTAR

Para evitar a convocação, a deputada paranaense Leandre Dal Ponte, líder do Partido Verde, mesmo do ministro, argumentou que Sarney Filho compareceria à CAPADR na próxima semana, sem a necessidade de convoca-lo. No entanto, o seu apelo não convenceu os membros do colegiado que decidiram pela convocação. Dessa forma, o ministro do Meio Ambiente é obrigado a estar presente na sessão da comissão na data fixada, ou seja, dia 16, a partir das 10 horas.


SEMANA DA LITERATURA PARANAENSE: PARECE BONITINHO, MAS É ORDINÁRIO

Deputado Requião Filho: boas intenções

Se você quer um exemplo de patriotada, vá ao campo de futebol. Uma lei concebida na Assembleia Legislativa obriga os torcedores a ouvir não só o Hino Nacional mas também o do Paraná. Parece bonitinho, mas é ordinário. Tanto que as emissoras de TV, quando transmitem os jogos, só o fazem a partir do “Virundu Ipiranga”. Sem concessões ao que é chato.

Há espaço sim para o ventre-mãe e coisas do tipo, mas não a ponto de nos impingir a pátria com mão de ferro, na forma da lei e aspecto de lição de Educação Moral e Cívica.

ÓLEO DE RÍCINO

Por essas e tantas outras, o governador Beto Richa fez muito bem em vetar a Semana Literária Paranaense, que obrigaria os alunos deste estado varonil a engolir os escritores da terra com o mesmo prazer que engoliriam uma colher de óleo de rícino.

O projeto do deputado Requião Filho (PMDB), foi aprovado pela Assembleia, e tinha tudo para ser cantado em prosa e verso, inclusive pelos autores paranaenses, mas bateu na trave (quem dera o Hino do Paraná…).

LIMITES DA LÍNGUA

Que não entendam mal. Nada contra o que se produz de literatura nos limites dos nossos pinheirais, mas seria de fato “coagir” – o termo é esse mesmo – os estudantes a ler o que está circundado às nossas fronteiras quando é preciso, antes, convencê-los a ler a literatura brasileira, esta já devidamente circundada à língua portuguesa.

Talvez o debate seja outro. Que literatura de fato as escolas estão adotando no mundo que vai além, muito além das semanas literárias? Ouso dizer, sob o risco de apedrejamento em praça pública, que os livros escolhidos são aqueles que as editoras empurram a preços módicos. Não importa se literatura estrangeira, brasileira, paranaense, tupiniquim.

FUBÁ MIMOSO

Basta uma pequena consulta aos sites do MEC, às autoridades educacionais, às escolas particulares. Há aberrações sem par, livros descartáveis, o best-seller da hora e aqueles de “inspiração dúbia”.

Machado de Assis, Leminski e Trevisan: confusões

Machado de Assis, outrora tão vilipendiado, sumiu do mapa. Dalton Trevisan ainda passa por Paulo Leminski (e vice-versa) e, quando entra nas escolas, é pela porta dos fundos, carregando a pecha de escritor pornográfico ou maldito. Logo ele com aquele jeitão de fubá mimoso.

Com a farta oferta de leitura na internet, o que não quer dizer literatura, há de se esperar que livros de domínio público, como os de Machado de Assis, já tenham sido explorados por alunos e professores interessados em conhecer ou transmitir o melhor que a nossa literatura produziu. E posso incluir aqui na lista os lusos Eça de Queiroz e Fernando Pessoa.

CONTEMPORÂNEOS

Entretanto, se é o caso de dar conhecimento aos contemporâneos, está aí o paranaense por adoção Cristóvão Tezza, e os nacionais Rubem Fonseca, João Ubaldo Ribeiro, Augusto de Campos e Raduan Nassar, entre outros.

Nenhum deles, raras exceções, é adotado nas escolas. Sequer lhes dedicam semana literária.

ATIREM A PRIMEIRA TESE

Mas, reforço, a questão a se discutir (e os que discordam atirem a primeira tese) não é a realização de semanas literárias paranaenses, mas sua imposição em forma de lei. O caro deputado Requião Filho tem lá suas boas intenções. O veto, no entanto, vem a propósito, porque se trata mesmo de “empurrar” a literatura goela abaixo do aluno quando sequer a brasileira ele se habilita a deglutir (ainda que apele à literatura “antropofágica” dos modernos).

SEM IMPOSIÇÃO DA LEI

Nada impede, contudo, que o parlamentar aproveite seu mandato para difundir a literatura paranaense em suas andanças. Saiba o deputado: as semanas literárias paranaenses ocorrem sim nas escolas. Mas jamais por imposição da lei. Ah se o hino do Paraná fosse entoado espontaneamente nos campos de futebol…



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