A noite em Belo Horizonte foi de Robinho. Com duas assistências do camisa 19, o Cruzeiro conseguiu uma importante virada em cima do Atlético-PR e venceu por 2 a 1, neste domingo à noite, no Mineirão, e subiu para a terceira posição do Campeonato Brasileiro. No duelo, Guilherme abriu o placar de pênalti para os visitantes, mas Arrascaeta deixou tudo igual e Barcos, em seu primeiro gol pelo seu novo clube, decretou a vitória mineira.

Em ascensão, o Cruzeiro entra de vez na zona de classificação para a Copa Libertadores, com 24 pontos. O clube já vinha de vitória por 3 a 1 em cima do América-MG na última quinta-feira. O foco agora pode ser a briga pela liderança – o São Paulo aparece com 29 e o líder Flamengo com 30. Já o Atlético-PR segue na zona de rebaixamento, com apenas 10 pontos, e amarga a penúltima posição da tabela.

Tiago Nunes sabia que teria trabalho para tentar mudar a filosofia de jogo do Atlético-PR, que aos poucos havia se adaptado ao estilo de atuar implementado pelo ex-técnico da equipe, Fernando Diniz. Por isso, o novo treinador bateu na tecla de acertar a defesa, para diminuir os gols sofridos. Quando o jogo começou o time paranaense conseguiu equilibrar a posse de bola no meio de campo e não teve medo de se arriscar no campo de ataque.

Aos 11 minutos, Nicolas tabelou com Nikão pela esquerda, chegou na linha de fundo e cruzou rasteiro para a pequena área. Fábio deixou passar a e bola sobraria para Guilherme, mas o meia perdeu o tempo de bola e acabou desperdiçando uma chance clara. Depois, aos 20, Robinho recebeu com liberdade e escorou para Barcos, que marcaria seu primeiro gol com a camisa do Cruzeiro, mas a arbitragem assinalou o impedimento no início do lance.

Em jogo equilibrado, o Atlético-PR conseguiu abrir o placar aos 37 minutos. Arrascaeta trombou com Thiago Heleno e o zagueiro levou a melhor. No contra-ataque, a bola bateu no árbitro Jean Pierre Goncalves Lima e sobrou para Bruno Guimarães, que arriscou o chute.

No bate-rebate a bola voltou para o volante, que invadia a grande área em velocidade e acabou derrubado por Marcelo Hermes. Na cobrança, Guilherme mandou para o fundo das redes. O técnico Mano Menezes reclamou muito do lance, pedindo falta em Arrascaeta no início do lance que originou o pênalti, mas a arbitragem não entrou em discussão com o treinador.

Para o segundo tempo o Cruzeiro voltou muito mais ligado, sufocando o adversário no campo de defesa. Em cobrança de falta, aos três minutos, Thiago Neves mandou com força e o goleiro Santos teve que virar para jogar pra linha de fundo.

Depois de tanto insistir, o Cruzeiro conseguiu empatar no Mineirão aos 20 minutos da etapa final. Rafinha, que tinha acabado de entrar no lugar de Lucas Silva, recebeu com espaço e disparou pela direita. De cabeça erguida, deixou com Robinho na intermediária. O meia mandou um cruzamento desajeitado para a marca do pênalti, mas a marcação do Atlético-PR se perdeu na jogada. Livre, Arrascaeta testou para o fundo das redes.

A virada veio dos pés de outro estrangeiro, que chegou recentemente ao Cruzeiro. O início da jogada foi muito parecido com o primeiro gol. Rafinha teve espaço pela direita, avançou e deixou novamente com Robinho na intermediária. Parecia replay, mas o meia jogou novamente para a grande área, desta vez na direção de Hernán Barcos, que esticou a perna e mandou a bola no alto, marcando o seu primeiro gol com o clube mineiro, aos 35 minutos.

No final do jogo, com 41 minutos, Lucho González perdeu o tempo de bola e acertou um carrinho violento, por trás, em Raniel. O árbitro não perdoou e mostrou o cartão vermelho, mandando o volante atleticano mais cedo para o vestiário. Assim, a equipe paranaense ficou com ainda menos força para buscar o empate.

Na próxima quarta-feira o Cruzeiro tem jogo duro com o Corinthians em São Paulo, na Arena Corinthians, pela 15.ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida está marcada para as 21h45. Enquanto isso, o Atlético-PR tem compromisso pela segunda fase da Copa Sul-Americana. Em Curitiba, o clube recebe o Peñarol na Arena da Baixada, às 19h30 da próxima quinta-feira.