Performances sensacionais de Winston Churchill o cinema já nos deu. Mas nunca dantes à altura da que Gary Oldman proporciona em O Destino de Uma Nação, dirigido por Joe Wright. (Por favor, o ufanista título brasileiro não é motivo de recusa para ver a boa estreia desta quinta-feira).

O inglês Gary Oldman saiu da 75ª cerimônia do Globo de Ouro com o troféu na mão e será tremenda injustiça se lhe negarem o Oscar de melhor ator. (A maquiagem que ele ostenta, por sinal, também é quesito digno de prêmio). Nascido em palco shakespeariano, Oldman trafega da realeza à bizarrice (vide vampiros e morcegos) com talento inquestionável. Mas sua composição do poderoso ministro britânico, de decisões cruciais na II Guerra, vai ficar na história do cinema.

Mas para ficar ainda no elenco de The Darkest Hour, Ben Mendelshohn está excelente na pele do rei George (aquele que era gago). Ele, que também brilhou em filme de Batman (O Cavaleiro das Trevas Ressurge, dirigido por Christopher Nolan),  não perde a majestade diante da imponência de Gary “Churchill” Oldman. O filme tem seus melhores momentos justamente quando os dois se encontram, seja pelo diálogo dos personagens seja pela atuação de ambos.

O cinema proporciona mesmo experiências incríveis: a retirada de Dunquerque, o episódio central do filme de Joe Wright, é vista sob o ponto de vista de gabinete político, longe do palco da guerra. Já Dunkirk, do diretor Christopher Nolan, é o mesmo episódio – a Operação Dínamo, abordado sob ângulo dos combatentes.

Os dois filmes talvez pequem em informações de menos ou idealizadas, mas a verdade, já se sabe, é a primeira vítima num golpe de estado quanto mais numa guerra mundial.