Foi fácil para o Atlético Paranaense. Com um gol no início de cada tempo, o time voltou a derrotar o Fluminense por 2 a 0, dessa vez no Maracanã, no jogo de volta das semifinais da Copa Sul-Americana e se classificou nesta quarta-feira para a decisão do torneio, além de ter ampliado a crise do adversário.

A diferença técnica entre os times e até psicológica foi exposta pelo placar e pela tranquilidade com que o Atlético-PR obteve a sua vaga, mesmo tendo atuado como visitante e contra um adversário apoiado por mais de 35 mil torcedores.

Agora, o time aguarda a definição do seu adversário que sairá do confronto entre os colombianos Junior Barranquilla e Santa Fe, que será disputado nesta quinta-feira. No primeiro jogo da série, o time de Barranquilla venceu por 2 a 0 como visitante.

Antes disso, o Atlético-PR voltará ao Maracanã no sábado para encarar o Flamengo pela rodada final do Brasileirão, precisando vencer e contar com um tropeço do Atlético-MG contra o Botafogo para obter uma vaga na Copa Libertadores de 2019.

Já o Fluminense ampliou o seu jejum para oito jogos sem fazer gols. E também vai atuar no Maracanã, mas no domingo, contra o América Mineiro. E precisa de um empate para evitar o seu rebaixamento sem depender do resultado de outros concorrentes.

O JOGO – A meta do Fluminense de diminuir a vantagem adquirida pelo Atlético-PR no começo da partida no Maracanã caiu por terra logo aos quatro minutos do primeiro tempo. Aproveitando erro de Ayrton Lucas, Marcelo Cirino cruzou e Nikão finalizou para as redes, marcando seu quarto gol nesta Sul-Americana e fazendo 1 a 0 para a equipe paranaense, que ficou, assim, em situação ainda mais confortável.

Restava aos jogadores do Fluminense seguir a mensagem exibida pela torcida em mosaico antes do início da partida: “Lutem até o fim”. Mas o time encontrava enorme dificuldade para sair jogando diante de um Atlético-PR que se defendia bem e saía em velocidade para o ataque.

Preocupado, o técnico Marcelo Oliveira abandonou o esquema 3-4-3 ainda no primeiro tempo, trocando o zagueiro Paulo Ricardo pelo lateral Léo. Mas o time continuou improdutivo, abusando das jogadas aéreas, facilmente interceptadas pela zaga do Atlético-PR. E, assim, a etapa inicial terminou com o jogo controlado pelos visitantes, que trocavam passes, diante de um nervoso adversário e que mal conseguiu acertar o gol defendido por Santos.

O segundo tempo começou com muitos erros do Fluminense e o Atlético-PR controlando a partida. E o time voltou a marcar, aos oito minutos, com mais uma assistência de Marcelo Cirino. Em contra-ataque veloz, Nikão passou na esquerda para Cirino, que cruzou na cara do gol para Bruno Guimarães, que apenas empurrou a bola para as redes.

O gol do Atlético-PR transformou o apoio da torcida do Fluminense em protestos e abandono precoce das arquibancadas. O que se passou a ver e ouvir no Maracanã foram gritos de “burro”, direcionados a Marcelo Oliveira, e de “time sem vergonha”, para a equipe carioca. O único poupado pelas vaias foi Gum, aplaudido até ao cometer uma falta.

O Atlético-PR diminuiu o ritmo no fim do jogo, mas seguiu exibindo sua superioridade técnica e organização, enquanto o Fluminense lutava para ao menos encerrar o jejum de gols. Mas não conseguiu e completou a oitava partida sem marcar, aumentando a preocupação da sua torcida com o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA:
FLUMINENSE 0 x 2 ATLÉTICO-PR

FLUMINENSE – Júlio César; Paulo Ricardo (Léo), Gum (Dodi) e Digão; Jadson, Richard, Sornoza e Ayrton Lucas; Junior Dutra, Luciano e Marcos Junior (Everaldo). Técnico: Marcelo Oliveira.

ATLÉTICO-PR – Santos; Jonathan, Léo Pereira, Thiago Heleno e Renan Lodi; Bruno Guimarães, Lucho González (Wellington) e Raphael Veiga (Marcinho); Marcelo Cirino (Rony), Nikão e Pablo. Técnico: Thiago Nunes.

GOLS – Nikão, aos quatro minutos do primeiro tempo; Bruno Guimarães, aos oito minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Julio Bascuñán (Chile).

CARTÃO AMARELO – Gum.

RENDA – R$ 1.286.580,00.

PÚBLICO – 35.451 pagantes (37.208 presentes).

LOCAL – Maracanã, no Rio.