Aprenda a diferenciar os cristais usados na iluminação

A utilização de cristais na decoração nunca sai de moda. Utilizados na iluminação, dão um toque especial nos ambientes se destacando pelo brilho, elegância e sofisticação. Porém, antes de adquirir uma luminária com o material, seja ela de estilo clássico ou mais arrojado, é necessário atentar para os tipos de cristal disponíveis, os quais apresentam diferentes características e preços.
“O cristal é um material semelhante ao vidro, porém como possui óxido de chumbo e sílica em sua composição, traz mais brilho, transparência, peso e qualidade às peças com ele fabricadas. O que diferencia o seu valor é o processo de fabricação, o qual influencia diretamente na sua qualidade”, afirma a designer e sócia da Luna Luce Iluminação, Marcia Bagatoli. “Pelos padrões internacionais de classificação, os cristais de alto padrão devem ter um percentual de 24% a 30% de óxido de chumbo em sua composição, além de ser composto por quartzo e baixa quantidade de ferro que garantem seu alto brilho e transparência”, explica.
De acordo com Marcia, são três os tipos de cristais mais encontrados no mercado, o Swarovski, Asfour e o Cristal Chinês. “O cristal Swarovski é um dos que mais possui mais chumbo em sua composição, o que confere maior reflexão de cores e brilho intenso. Sua lapidação é feita em máquinas para pedras preciosas, por isso sua superfície é praticamente perfeita. Os do tipo Asfour tem origem no Egito e também possuem alto padrão de qualidade, com cerca de 30% de chumbo, porém com preços de cinco a dez vezes menores do que os de Swarovski, possuindo, portanto, um excelente custo benefício”, comenta a designer, que desenhou a luminária em forma de guitarra do Hard Rock Cafe Curitiba, feita com cristais egípcios Asfour.
Já os cristais chineses, como o K9 ou o Exclusiv, vem sendo produzidos em alta escala para o mercado e apresentam similaridades com o Asfour, como um brilho intenso, porém seu processo de lapidação é mais grosseiro, o que faz com que apresentem riscos e deformidades. “Os cristais chineses não apresentam a mesma qualidade ótica dos demais tipos, mas por terem preços bem mais acessíveis, acabam sendo bem aceitos no mercado. Na hora de adquirir peças de cristal é necessário atentar para esses detalhes”, acrescenta a designer.
A ajuda de profissionais da área pode ser de grande valia no momento da compra. “Eles saberão, não só orientar com relação ao modelos e tamanhos mais indicados para cada ambiente, mas também podem ajudar quanto à qualidade e ao custo benefício, de acordo com o que cada cliente deseja”, finaliza Marcia.

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