Após passar por oito meses de obras de revitalização orçadas em 700 mil reais, o Museu Alfredo Andersen, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1971, reabre nesta quinta-feira, apresentando as mostras Andersen: em trânsito e A Razão da Paisagem: Geórgia Kyriakaki. Os recursos investidos, numa parceria da Secretaria da Cultura e Renault do Brasil, contemplam uma nova expografia, identidade visual e proposta curatorial que culminam no conceito de museu-casa, valorizando o fato do imóvel ter sido ateliê e residência do Pai da Pintura Paranaense.

Ao mesmo tempo que evidencia traços contemporâneos, a reforma manteve a memória da casa. O projeto é assinado pela equipe da Ato1Lab, com coordenação da  arquiteta e cenógrafa Biba Bettega e do designer e cenógrafo Richard Romanini. E os curadores convidados são Adolfo Montejo Navas e Eliane Prolik,

 Segundo eles, “a expografia combina formas e materiais que conferem leveza a um espaço facilmente decifrável e compreensível, utilizando técnicas e materiais contemporâneos, como aço e vidro. Nessa proposta, a Ato1Lab buscou um diálogo cuidadoso com a biografia da casa, buscando destacar a memória presente nos detalhes construtivos originais e na sua estrutura expressiva”.

A Sociedade Amigos de Alfredo Andersen, presidida pelo bisneto do artista, Wilson José Andersen Ballão, contribuiu com 25 mil reais. “Desejamos reverenciar todas as gerações Andersen que passaram pela casa”, diz ele.

A mostra Em trânsito “reproduz alguns ambientes da casa e conta também com algumas das obras de Andersen, entre retratos, paisagens paranaenses e cenas do cotidiano”, explica Débora Russo, diretora do MAA.

Agende-se: Vernissage às 19h desta quinta dia 6. Visitação de terça a sexta, das 9 às 18h. Fim de semana e feriado das 10 às 16h. Mateus Leme, 336.