AGORA É OFICIAL: TURISMO DE FOZ GANHA SECRETÁRIO

Gilmar Piolla

Terceiro polo turístico mais importante do país, Foz do Iguaçu está vivendo momentos de históricas definições. Tal como foi mostrado na manhã de quinta, 20, na sua Associação Comercial e Industrial, quando o prefeito eleito, Chico Brasileiro, reuniu-se com lideranças empresariais e políticas para falar sobre seus planos para a cidade e responder a perguntas dos participantes. Um dos momentos importantes do encontro, e muito aplaudido, foi o convite que Brasileiro fez a Gilmar Piolla para que seja o primeiro Secretário de Turismo do Município.

Piolla agradeceu, ficou de responder mais tarde ao convite. Fontes políticas não só louvaram a escolha de Chico Brasileiro, como admitem que “Piolla vai dizer sim”.

Afinal, na verdade, ninguém tem tantos créditos no desenvolvimento do turismo de Foz na última década do que o jornalista. A Secretaria de Turismo nasce sinalizando o interesse do novo prefeito em valorizar e ampliar a ação da cidade em direção ao seu principal “produto” – o turismo.

A Secretaria de Turismo entra no lugar da Secretaria de Indústria e Comércio. Seu nome completo: Secretaria de Turismo e Desenvolvimento.

CONVERSANDO

Chico Brasileiro e Beto Richa

O poder de atração de quem comanda um governo estadual – no caso, Beto Richa – é sempre grande. Por essa razão, não me surpreendo com o fato de Chico Brasileiro já ter estado com o governador, dias atrás, expondo as dificuldades e as reivindicações da sua cidade. Para isso tem contado com o apoio do deputado Kadri, que representa parte dos eleitores de Foz. É o líder do Governo na AL.

Brasileiro foi constante crítico do governo Richa, especialmente no caso dos professores. Homem prático sabe que sua administração não pode prescindir da presença da administração estadual. Daí os novos tempos que passa a viver com Richa.

Dia 2 de maio o delegado Rubens Recalcatti deverá assumir a cadeira que Brasileiro ocupara até dia 30.

HOSPITAL E VIADUTO

Não há como esconder: os serviços municipais de saúde – e particularmente o ex-modelar Hospital Municipal – estão na lona. Pedem socorro.

A saúde, teria dito Chico Brasileiro ao governador, é seu alvo maior, voltar à posição que ocupou em tempos em que o novo prefeito foi secretário de Saúde da cidade. Para tanto, conta com o apoio do secretário estadual de Saúde, Michelle Caputo, por ele apontado “como raro quadro no universo de auxiliares do Governo”.

Outra preocupação de Brasileiro é o futuro viaduto a ser erguido no rotatório da entrada da cidade. A obra deverá custar R$ 18 milhões, numa possível parceria com o Governo do Estado.

A beleza das das Cataratas (Foto: Site Viaje no Detalhe)


O DIA EM QUE A NAU DO DESCOBRIMENTO FOI A PIQUE

Figura da Nau Capitania com Rafael Valdomiro Greca de Macedo: ministro do fiasco, e Fernando Henrique Cardoso: presidente

Há 517 anos o Brasil se esquece de seu próprio descobrimento, em 22 de abril. Comemora-se a Inconfidência Mineira na véspera, um feriado nacional, mas nunca o dia em que aportamos nessa terra. A última vez em que se ensaiou uma festa, no ano de 2000, quando do meio milênio da descoberta, o vexame roubou a cena. Os índios foram reprimidos com bombas de gás lacrimogêneo em Porto Seguro, os convidados ilustres tiveram que arredar pé da cerimônia, os sem-terra engrossaram o protesto e a réplica da Nau Capitânia naufragou antes mesmo de chegar ao seu destino, em Porto Alegre. Se hoje Cabral tivesse que descobrir o Brasil, não descobriria.

SEM DESTINO

O custo da empreitada foi de R$ 500 mil (corrija-se esse dinheiro para valores de hoje…). Não se sabe o destino da nau. Se navegou ou não. Se chegou ao porto ou não. O comentário do senador Roberto Requião, então, foi venenoso. “O problema é a nau”.

SILÊNCIO OBSEQUIOSO

Era presidente o tucano Fernando Henrique Cardoso. Era ministro do Turismo, Rafael Valdomiro Greca de Macedo, cujo gabinete pintado em verde-amarelo provocara um frisson entre os nacionalistas mais ortodoxos. As gafes e as trapalhadas do episódio dos 500 anos do Descobrimento provocaram a demissão de Greca de Macedo. Os índios pintaram o rosto em sinal de guerra e os sem-terra foram invadir outras paragens. Acabou tão mal que o dia 22 de abril é chamado informalmente de Dia do Silêncio Obsequioso. E é melhor Greca não arriscar.

A Nau Capitânea hoje, no Museu da Marinha, Rio de Janeiro


“O PODEROSO CHEFÃO” FAZ 45 ANOS E APAGA A VELA NO BRASIL

“Dom Corleone”: um clássico

Nesta quinta-feira (20), a Secretaria de Cultura do Estado promoveu uma sessão de “O Poderoso Chefão” no auditório Brasílio Itiberê. Foi uma oportunidade única para reviver um clássico de todos os tempos do cinema. O filme de Francis Ford Coppola, contudo, é também uma alegoria do pior que o Brasil pode oferecer em tempos de corrupção.

CHOCOLATE

De longe, Vito Corleone, o capo di tutti capi é um iniciante se comparado com o executivo Hilberto Mascarenhas, chefão do Departamento de Propinas da Odebrecht, que em um quarto de hotel, repassava a gestores públicos e políticos valores vultosos em troca de uma palavra-senha simplória como “Chocolate”. Por temer assaltos, os corruptos exigiam que o local de entrega nunca fosse o mesmo. Quando ficou constatado que poderiam ocorrer assaltos, passaram a pedir que a entrega das malas, das mochilas, dos pacotes endinheirados fossem feitas em casas de parentes.

CASA DA MÃE

O ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, solicitou a encomenda na casa da mãe, em Salvador. Doleiro do esquema Sérgio Cabral, Álvaro Novis mandou que o dinheiro fosse deixado em uma baia do Jockey Club do Rio.

Foi assaltado. Levaram entre R$ 7 e R$ 8 milhões. Mas, tranquilizem-se, o cavalo não é suspeito.

SÓ UM PAR DE BRINCOS

Há semelhanças sim, mas as proporções devem ser guardadas. Talvez nem o caporegime Peter Clemenza fosse capaz de carregar tantas malas de dinheiro em sua longa vida de crimes. Ainda que a polícia, os políticos, os juízes e, sim, a imprensa estivessem no bolso das cinco famílias mafiosas de Nova York, o dinheiro era entregue em pequenos envelopes, suficiente para que se comprasse um par de brincos de brilhantes em uma joalheria. Não a loja da H. Stern.

FOLCLORE POLÍTICO

É como diz um velho petista, saudoso dos anos de luta: “Bons tempos em que o dinheiro cabia na cueca”. Bons tempos mesmo. Em 8 de julho de 2005, José Adalberto Vieira da Silva, assessor do deputado estadual José Guimarães (PT-CE), foi preso no aeroporto de Guarulhos, tentando embarcar com R$ 200 mil em uma mala e US$ 100 mil (cerca de R$ 300 mil) em um saco plástico dentro da cueca. O caso entrou para o folclore político brasileiro.

COM AS CARAVELAS

Hoje, como diria o presidente Lula, tal importância é uma “merreca” se comparada com os milhões amealhados e depositados em contas no exterior como paga a políticos de todos os naipes e matizes. Espera-se uma punição exemplar, mas não se sabe se ela virá. Teme-se a banalização da corrupção. Que ela não seja encarada como um problema. Que se relativize o dinheiro surrupiado, dando a ele uma escala de importância, quando a prática do crime por si só despreza o valor pecuniário. A filósofa Hannah Arendt viu a banalização do mal através dos olhos dos carrascos nazistas. O temor é o mesmo no Brasil. Respaldado no argumento de que a corrupção é uma herança portuguesa. Aportou com as caravelas e assim deve ser encarada. Nem a moral mafiosa é tão cega.

CLÁSSICO

A propósito, “O Poderoso Chefão” é um clássico do cinema. Quanto ao propinoduto brasileiro, é um filme B da realidade. E olhe lá.


Do Blog de Fábio Campana:

YARED EMPLACA MARIDO NA ITAIPU

(quarta-feira, 19 de abril de 2017 – 14:42 hs)

Christiane Yared e Gilmar Yared: posse em Itaipu

A deputada Christiane Yared (PR) emplacou o marido, Gilmar Yared, como assistente do diretor Administrativo da Itaipu Binacional, Marcos Baumgärtner.

E para o Zé da Bíblia, nada.

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YARED EMPLACA MARIDO (2)

A referência de Campana ao Zé da Bíblia tem uma explicação: a deputada federal é fiel seguidora da Igreja do Evangelho Quadrangular, uma das denominações evangélicas mais presentes na ‘parceria’ Religião Versus Política, responsável por parlamentares com forte presença na chamada Banca Evangélica na Câmara dos Deputados.

O salário de Gilmar deve ficar no nível dos demais assistentes: R$ 30 mil.

A campanha da deputada, inicialmente em defesa da memória do filho morto em acidente automobilístico com culpados ainda não punidos, e por um trânsito mais seguro, chegou ao seu ponto culminante: revelou agora um novo tipo de “bolsa família”.


MUDANÇAS NA SANTA CASA

Santa Casa de Curitiba

Vêm alterações no estatuto da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba.

Tudo indica que deixará de ter vínculo com a PUCPR. Aguardando confirmação de fontes oficiais.

A Aliança Saúde – Santa Casa-PUCPR – compreende também o Hospital Nossa Senhora da Luz, antigo asilo, que se identifica com Curitiba por ter sido hospital psiquiátrico por todo o século 20.

Estudantes de Medicina da PUCPR hoje utilizam a Santa Casa como hospital escola, e a instituição dá amplo atendimento aos segurados do SUS.


O FIM DO BOLCHEVISMO

Por Antenor Demeterco Junior (*)

Lenine

O bolchevismo foi ideia vigente na antiga URSS sob os governos criminosos de Lenine e Stalin.

Verdadeira máquina de moer carne ceifou a vida de milhões de pessoas: atentados, revolução, guerras, fomes, expurgos, campos de concentração, antissemitismo, fuzilamentos em massa, etc.

O seu criminoso maior (inicialmente aliado de Hitler) teve seus crimes denunciados no XX Congresso do Partido Comunista, e daí em diante o sanguinolento bolchevismo transformou-se num Estado burocrático degenerado (no dizer de Leon Trotsky, uma de suas vítimas) encaminhando – se para o seu fim.

AUTO EXTINGUIU-SE

Este tipo de arranjo sócio-político sobrevive ainda hoje em apenas duas atrasadas ruínas da “guerra fria” (Cuba e Coréia do Norte) pois o desfigurado comunismo da China está mais interessado na manutenção da ditadura do sistema que em outra coisa.

A instalação do bolchevismo na antiga Rússia aniversaria em cem anos, e toda uma literatura esclarecedora está surgindo.

O livro “O Túmulo de Lênin” de David Remnick mostra como o partido único transformou-se numa máfia, com corrupção de cima para baixo (p.242/243).

O pai do monstro, Vladimir Ilich Ulyanov (1870 – 1924), conhecido como Lenine, segundo consta, estava na folha de pagamento do militarismo prusso-alemão, e prestou bons serviços a este retirando a Rússia da Primeira Guerra Mundial (“in” “Ludendorff”, de D.J. Goodspeed, p. 230).

E com isto abandonou os Aliados à própria sorte.

O aniversário do bolchevismo, para a felicidade da Humanidade, é o de seu féretro.

É uma pena que toda uma bibliografia não possa ser acessada no Brasil por falta de traduções: “The History of the Gulag”, “The Bolsheviks come to Power”, “ On Stalin’s Team”, etc.

(*) ANTENOR DEMETERCO JUNIOR, Desembargador aposentado TJPR; pesquisador e estudioso da História do Século 20




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