Adonai Arruda: liderança mundial

Curitiba pode exibir uma raridade em termos de liderança empresarial mundial. Trata-se de Adonai Arruda, líder da Holding Higi Service, que está novamente à frente, como presidente, da maior organização mundial do setor de higiene e conservação, a World Federation of Building Service Contractors (WFBSC), com sede em Londres.

Ele comanda a entidade pela segunda vez. E é o primeiro e único brasileiro a presidir a Federação.

LONDRES E MILÃO

Na semana, Adonai cumpriu agenda internacional pela WFBSC, em Londres (ING), para definição de novas metas e alterações estatutárias. Nos dias 10 e 11 – quinta feira – representou a Federação no Fórum Pulire 2018 que acontece em Milão (IT).

A HOLDING

A Holding Higi Serv completa, em 2018, 41 anos de atividade.

Especializada em terceirização de serviços, atua em todo país e possui cerca de seis mil colaboradores. A Holding engloba as empresas HSTL, Higi Serv Cargo, Higi Serv Serviços, Higi Serv Limpeza & Conservação, Orkin, Usipar e também atua no setor de turismo com as empresas BWT Operadora e Serra Verde Express.

OUTRAS POSIÇÕES

O executivo que comanda a Holding Higi Serv é também presidente do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Paraná (SEAC-PR), desde 1996, presidente da Fundação de Asseio e Conservação do Estado do Paraná (FACOP), desde 2003, membro efetivo do Conselho Nacional do SENAC junto a CNC e foi presidente da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) entre 1999 e 2004.

CURIOSIDADE

Os que conhecem bem Adonai e seu empenho em outras áreas empresariais, como as ligadas ao ferroviarismo (caso da Serra Verde) ressaltam a grande devoção do empresário à causa dos trilhos. É citado como especialista em história, por exemplo, da construção da ferrovia Curitiba Paranaguá.

A formação universitária de Adonai é de Médico Veterinário.

Trens da Serra Verde: também no turismo

Dia da Criança com “Joclena”, “Maison Blanche” e “Mazer”

A Maison Blanche (de São Paulo) que segundo o autor da foto, Larry Coutinho, é igualzinha a de Curitiba, que não existe mais, nem fotos.

Enquanto economistas e o comércio em geral acreditam em aumento de vendas de presentes, no Dia da Criança, que se comemora nesta sexta-feira 12 – data que coincide com o da Padroeira do Brasil -, nada como voltar no tempo para redescobrir alguns valores já esquecidos por aqueles que hoje, aos 50 ou 60 anos ou mais, têm nos netos a imagem de um novo tempo.

Os tempos são outros, o dinheiro anda curto, os presentes custam caro, mas uma viagem pelo tempo mostra que Curitiba, num passado nem tão distante, oferecia alternativas interessantes para presentear – numa época em que as roupas vinham acompanhadas de algum brinquedo nos pacotes que alegravam os pequenos e a geração adolescente pré-tecnologia.

TRÊS ENDEREÇOS

Ainda na década de 1960, para não irmos muito longe, as crianças curitibanas eram presenteadas geralmente com roupas compradas em três endereços da moda infantil que marcaram época: as lojas Joclena com suas saias godê feitos com organdi suíço, Casa Mazer – com predomínio de venda de blusinhas, ou a Maison Blanche, especializada na venda de terninhos de marinheiro. À época não existia na cidade uma loja especializada na venda de brinquedos – menos ainda quando educativos e ecológicos. Só mais tarde, e por breve tempo, a cidade acolheu uma loja com a razão de social de Brincalhão, de curta sobrevivência.

CALÇAS CURTAS

Se o presente deste 12 de outubro inclui jogos eletrônicos, games, bonecas falantes, até mesmo telefones celulares ou parafernálias afins, na então cidade calma às vésperas de uma profunda transformação urbana – que ocorre a partir dos anos 1970 -, os guris usavam calças curtas com vinco; as meninas, vestidos com bordados ou saias plissadas. Camisetas e calças jeans sequer faziam parte do guarda-roupas infantil, bem como os tênis, numa época em que os calçados eram em sua maior parte de couro. A loja e calçados infantil em voga tinha nome: Cirandinha. Ficava ali na esquina das ruas Ébano Pereira e Cândido Lopes.

MODERNIDADE

Enquanto os três endereços da moda infantil antes citados hoje estão no baú da memória dos mais velhos, uma outra marca – Pixote -, que acabou mantendo abertas as portas de várias lojas nos anos 1990 até o raiar deste século, também deixou sua marca, seguida por outra, igualmente recém-extinta – a rede Xiquita.

Mudou a moda, mudaram os hábitos. As inocentes roupas infantis de 50 anos atrás ganharam novas formas e desenhos, acabando por globalizar-se, seguindo padrões internacionais. Curitiba, a exemplo do resto do país, deixou de abrir lojas específicas de trajes infanto-juvenis nem tradicionais endereços centrais. Esse tipo de comércio há muito preferiu a segurança dos shopping centers, ofertando uma variedade infinita de produtos que ultrapassa os limites dos trajes em si, abarcando os acessórios, brinquedos, jogos e complementos. Sinal dos tempos.


FATOS/FOTOS

Dotti é “Guerreiro do Paraná”

Marcos Domakoski, presidente do Movimento Pró-Paraná, entrega para o Professor René Dotti o prêmio “Guerreiro do Paraná”. (Foto de Celso Pilati)
Professor René Dotti após receber o prêmio, durante discurso na ACP, com a palestra “Paraná, 165 anos”. (Foto de Celso Pilati)

Na terça (09), o advogado, professor e jurista René Ariel Dotti recebeu o troféu “Guerreiro do Paraná”, em reconhecimento à sua carreira acadêmica e jurídica no campo do Direito, na defesa das liberdades democráticas e por suas contribuições na área cultural para a integração do Paraná. A homenagem é uma iniciativa do Movimento Pró-Paraná (MPP), em parceria com várias outras entidades e instituições, e reuniu autoridades e convidados na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), em Curitiba (PR).

A homenagem contou com discursos de Marcos Domakoski, presidente do MPP e anfitrião do evento, José Augusto Araújo de Noronha, presidente da OAB-PR, Adriana D’Avila Oliveira, vice-presidente do Instituto dos Advogados do Paraná, e Professor Oriovisto Guimarães, senador eleito pelo Paraná. A celebração também assinalou as comemorações dos 165 anos da emancipação política da província do Paraná, concretizada pela Lei Imperial no. 704 – em 1853.

(Da esq para dir) José Augusto Araújo de Noronha, presidente da OAB-PR, Marcos Domakoski, presidente do Movimento Pró-Paraná, Oriovisto Guimarães, senador eleito pelo Paraná, professor René Ariel Dotti e o desembargador João Kopytowski. (Foto de Celso Pilati)

TECPUC oferece 138 bolsas sociais para Cursos Técnicos e Ensino Médio

Inscrições para mais de dez opções de cursos terminam dia 19

O processo seletivo para as bolsas sociais do TECPUC, Centro de Educação Profissional Irmão Mário Cristóvão – TECPUC, está com inscrições abertas até dia 19 de outubro. São oferecidas 138 bolsas de 100% para onze cursos técnicos e duas opções de Ensino Médio Técnico. Na área técnica são 88 bolsas de 100% para os cursos técnicos em Administração, Enfermagem, Informática para Internet, Logística, Mecânica, Mecatrônica, Publicidade, Química, Radiologia, Recursos Humanos e Segurança do Trabalho. Para Ensino Médio Técnico são oferecidas 50 bolsas de 100% com as opções de integrar o ensino regular com o curso de Informática ou Administração após finalização do Ensino Fundamental.

COMO CONCORRER

Para se candidatar no Ensino Médio Técnico, os interessados precisam estar concursando o 9º ano do Ensino Fundamental em 2018 ou ter concluído o 9º ano do Ensino Fundamental no ano de 2018 e ter nascido a partir de 1º de janeiro de 2003.

RENDA FAMILIAR

Outro critério eliminatório é a condição socioeconômica familiar. Podem concorrer às bolsas apenas os candidatos que comprovarem renda per capita familiar que não ultrapasse um salário mínimo e meio (R$ 1.431,00). No ato da inscrição online, o candidato precisa responder a um formulário com seus dados pessoais, indicar somente um curso e possuir e-mail válido para envio das informações do processo.


Ney Leprevost, mais votado do partido de Ratinho em Curitiba

Ney Leprevost: em primeiro lugar

O deputado federal eleito Ney Leprevost está se dedicando a agradecer os 92.399 votos que garantiram sua expressiva vitória nas urnas no último domingo.

Em Curitiba, sua base eleitoral, Ney obteve 64.664 votos, sendo o deputado mais votado na capital pelo PSD, partido do governador eleito Ratinho Junior.

“Sou grato a todos meus eleitores. Mas aqui, na capital, alcançamos cerca de 30% a mais de votos do que estava previsto. A grande verdade é que Curitiba, mais uma vez, foi muita muito generosa comigo. Trabalharei com muita seriedade e dedicação para honrar meus eleitores”, afirmou Ney.

(Via Assessoria de Imprensa – Pedro Mariucci Neto)


ATUALIDADE

Como imaginar uma inflação de 10.000.000%? Pense na Venezuela

A economia da Venezuela retraiu 14% no ano passado e deve recuar 18% neste ano

ALETEIA/Agências de Notícias

A fuga da fome e da inflação que poderá chegar a 1.350.000% em 2018. (Carlos Rodríguez-ANDES-(CC BY-SA 2))

Como imaginar a vida com uma inflação de 10.000.000%? Quando isto acontece, um produto que custa 1 dólar passa a valer 100.000 dólares.

Mas, na prática, existe alguma forma de calcular este impacto?

Depois de os preços subirem impressionantes 1.000% no ano passado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a hiperinflação na Venezuela, país submetido a uma grave crise econômica, poderá chegar a 1.350.000% em 2018.

DEZ MILHÕES POR CENTO

No relatório Perspectivas da Economia Mundial publicado na noite de segunda-feira, o Fundo prevê que em 2019 a alta dos preços vai extrapolar esse limite, chegando a impactantes 10.000.000%.

A situação é tão grave que a Venezuela foi excluída da média regional e da lista de mercados emergentes para não afetar as cifras.

Após anos de crise, com a indústria petroleira – pulmão da economia – estagnada, a ONU calcula que cerca de 1,9 milhão de pessoas abandonaram o país desde 2015.

A saída em massa de pessoas levou os migrantes a fugirem para países vizinhos, como Colômbia e Brasil, em busca de alimentos e medicamentos.

VAI RECUAR 18%

A economia da Venezuela retraiu 14% no ano passado e deve recuar 18% neste ano, mas a boa notícia é que há pouca margem para cair. Assim, a previsão para 2019, é uma retração de 5%, de acordo com o relatório do FMI.

O FMI estima que o PIB per capita tenha caído mais de 35% entre 2013 e

2017 e projeta queda próxima de 60% entre 2013 e 2023.

O FMI ainda previu que “a hiperinflação na Venezuela deverá piorar rapidamente, impulsionada pelo financiamento monetário de um déficit de grande escala e pela perda de confiança na moeda”.

A Venezuela desvalorizou sua moeda perto de 100% em 20 de agosto deste ano.

AFORA CARACAS

Excluindo a Venezuela, a inflação nos países emergentes e em desenvolvimento deve chegar a 5% este ano, estimou o FMI.

– Revisão para baixo –

Embora as notícias em outras latitudes não sejam tão sombrias, o FMI reduziu sua previsão de crescimento mundial no relatório, ajustando- a

0,2 ponto, a 3,7% este ano, e 0,2 ponto, a 3,7% em 2019. O principal motivo é a esperada desaceleração do comércio no contexto da guerra comercial EUA-China.

O FMI também reduziu suas previsões de crescimento para países emergentes e em desenvolvimento, em comparação com as estimativas publicadas em julho, para 4,7% para 2018 e 2019.

AL E CARIBE

Para a América Latina e o Caribe, a previsão também sofreu e foi reduzida em 0,4 ponto, a 1,2%, para este ano, e de 0,4 ponto, a 2,2% para o próximo, segundo o relatório.

Para o Brasil, a maior economia da América do Sul, a entidade espera um crescimento de 1,4% em 2018 e de 2,4% em 2019. Com relação às previsões de julho, isso representa uma degradação de 0,4 ponto neste ano e de 0,1 ponto no próximo.

CAMINHONEIROS

Entre os motivos, o FMI cita o aperto das condições financeiras e a greve dos caminhoneiros.

A Argentina não recebeu boas notícias: o FMI projeta uma retração de 2,6% em 2018, e a recessão continuará em 2019 com uma queda do PIB de 1,6%.

Esses dados contrastam com as previsões feitas em julho, quando o FMI ainda considerava um crescimento da economia argentina de 1,8% para 2018 e de 2,9% para 2019.

ARGENTINA

A moeda argentina perdeu 54% de seu valor em relação ao dólar neste ano, o que levou as autoridades a solicitarem assistência financeira ao FMI em junho, que foi posteriormente ampliada no final de setembro para um total de 57,1 bilhões de dólares.

Com relação à inflação, o FMI prevê que a acentuada depreciação da moeda causará um aumento nos preços de 31,8% em 2018 e 31,7% no ano seguinte.

MÉXICO

Para o México, o Fundo prevê um crescimento de 2,2% para 2018 e 2,5% em 2019, ligeiramente abaixo das projeções de julho de uma expansão de 2,3% neste ano e de 2,7% no ano que vem.


MARINE LE PEN: “Bolsonaro diz coisas intransponíveis na França”

Por RFI

Marine Le Pen

Questionada pela apresentadora Caroline Roux se desejava a vitória de Bolsonaro, Marine Le Pen disse que essa decisão cabia ao povo brasileiro e que ela respeitava a soberania dos povos. O tom evasivo da primeira resposta dominou os minutos seguintes da entrevista.

Sobre o sucesso de Bolsonaro no primeiro turno, Marine atribuiu ao fato dele ter baseado sua campanha no tema da segurança e contra a corrupção.

Ela citou dados da criminalidade no Brasil, evocando os 60 mil homicídios por ano no país, contra 700 casos na França, e atribuiu a votação expressiva em Bolsonaro a uma “reação” da população brasileira a esse ambiente de insegurança.

“É uma criminalidade endêmica que atinge a liberdade dos brasileiros e, diante da tolerância do governo anterior, os brasileiros lançaram o alerta de que a segurança é uma prioridade para eles”, disse Marine.

Questionada sobre os excessos de Bolsonaro quando o candidato diz que preferia ver seus filhos mortos em vez de homossexuais e que mulheres grávidas são um fardo para empresas, Marine afirmou: “Não vejo o senhor Bolsonaro como um candidato de extrema direita, ele diz coisas extremamente desagradáveis que são intransponíveis na França, são culturas diferentes”, ressaltou. Marine aproveitou este momento da entrevista para reforçar a distância em relação ao candidato do PSL:

“Desde que um candidato fala coisas desagradáveis, na França ele é catalogado de extrema direita”.

Marine Le Pen está em campanha para as eleições do Parlamento Europeu marcadas para maio de 2019. Ela lançou no dia 8 de outubro uma agenda de ações de seu partido, Agrupamento Nacional (RN), ao lado do ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, número dois do atual governo populista italiano.